
Ranking da educação: Brasil segue nas últimas posições no Pisa 2025 e fica atrás de seis vizinhos latino-americanos em matemática
Estável desde 2015, o desempenho do Brasil segue em patamar baixo: 43,8% dos alunos estão abaixo do nível mínimo em ciências, matemática e leitura ao mesmo O Brasil manteve o desempenho estável e permaneceu nas últimas posições do Pisa 2025, divulgado nesta terça-feira (8). O país ficou atrás de 6 vizinhos em matemática.
- Cerca de 43,8% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível mínimo de proficiência nas 3 áreas. Na OCDE, essa média é de 19,7%.
- Em matemática, o Brasil registrou 377 pontos e ocupou o 71º lugar entre 89 países. O resultado empatou com o do Líbano.
- O país obteve 409 pontos em ciências, ficando em 67º lugar. Em leitura, a nota foi de 408 pontos, deixando o Brasil na 52ª posição.
- Pela 1ª vez, a prova avaliou a resolução de problemas computacionais. O Brasil marcou 406 pontos nesta área, abaixo da média de 500.
O Brasil repetiu em 2025 o desempenho que vem registrando desde 2015 no Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), prova aplicada em 91 países e economias para avaliar alunos de 15 anos.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (8) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
Esta edição avaliou quatro áreas: ciências — o foco principal —, matemática, leitura e, pela primeira vez, resolução de problemas por meio de ferramentas computacionais.
E nessas três áreas, o desempenho do Brasil permaneceu estatisticamente estável em relação a 2022. As variações registradas ficaram dentro da margem considerada pela OCDE e, portanto, não indicam uma mudança significativa no desempenho.
Essa estabilidade, no entanto, ocorre em um nível baixo. 43,8% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível mínimo de proficiência nas três disciplinas ao mesmo tempo, mais que o dobro da média da OCDE, de 19,7%.
No outro extremo, apenas 1,8% dos brasileiros tiveram alto desempenho em pelo menos uma das áreas, contra 11,9% na OCDE.
MATEMÁTICA
É a disciplina mais crítica. Com 377 pontos, o Brasil ficou em 71º entre os 89 países com dados na área — atrás de seis vizinhos latino-americanos e empatado com o Líbano.
Na América Latina, o Brasil ficou atrás de Uruguai, Chile, México, Costa Rica, Peru e Colômbia. Já Argentina, Equador, El Salvador, República Dominicana, Paraguai e Guatemala tiveram notas menores.
CIÊNCIAS
Ciências foi a área principal desta edição — a primeira vez desde 2015 que a disciplina recebe foco especial. Foi também onde o Brasil teve o melhor resultado relativo: 409 pontos, 67º lugar entre 90 países, empatado com o Azerbaijão e logo à frente de Jordânia e Peru.