projeto para poio a profissionais da educação vítimas de violência
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06 nov 26 09:37

Câmara aprova projeto que cria apoio jurídico, psicológico e de segurança a professores vítimas de violência

Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7114/25, que cria o Programa Nacional de Apoio Jurídico, Psicológico e de Segurança aos Profissionais da Educação. A proposta, de autoria do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), garante assistência gratuita e imediata a trabalhadores da área que sejam vítimas de violência física, psicológica ou moral, de perseguição ou censura em razão de suas funções — dentro ou fora do ambiente escolar.

O que muda na LDB

O texto acrescenta um artigo à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), obrigando os sistemas de ensino da União, estados, Distrito Federal e municípios a instituírem o programa. Entre as medidas previstas estão:

  • Canais de denúncia sigilosos e acessíveis, com acompanhamento obrigatório dos órgãos de controle, para registrar casos de censura e intimidação à liberdade de cátedra;
  • Afastamento temporário do profissional vítima, quando necessário, sem prejuízo da remuneração e dos direitos trabalhistas;
  • Formação continuada de gestores e equipes escolares sobre manejo de conflitos, cultura de paz e legislação da liberdade de cátedra;
  • Metas e indicadores nos planos estaduais e municipais de educação para reduzir violência e censura, com fiscalização dos Conselhos de Educação.

Violência como problema institucional

O relator, deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), defendeu a aprovação e afirmou que o exercício da docência no Brasil tem sido cada vez mais marcado por “episódios de violência, intimidação, perseguição e tentativas de censura”.

“Muitos docentes enfrentam situações de risco com limitado amparo institucional. O projeto propõe um conjunto de medidas que reconhece a violência sofrida pelos profissionais da educação como problema institucional, e não meramente individual”, declarou Motta.

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda passará pelas comissões de Educação, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisará ser aprovado também pelo Senado Federal.

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias (06/11/2026)