UMA NOVA VISÃO DO ENSINO BÁSICO, UMA ESCOLA SEM PROVAS

A escolha da escola

Casal de brasileiros e suas duas filhas, de 9 e 6 anos, respectivamente, mudaram para Wellington, na Nova Zelândia, há seis meses. Antes de definirem a cidade e o país que iriam morar, escolheram a escola que queriam para as meninas.

A opção pela metodologia

A opção foi pela Amesburry School, um colégio fundado há seis anos com um modelo pedagógico bastante pioneiro até para os parâmetros da Nova Zelândia. A metodologia, que avalia os alunos sem provas, tem servido de inspiração para as escolas premium no Brasil. “Nossas filhas estudavam há um ano na escola Concept, em Ribeirão Preto, que trabalha mais as habilidades sócio-emocionais.

A inexistência de provas

Queríamos continuar nesse formato e após muita pesquisa encontramos essa escola em Wellington”, disse o pai, que é médico radiologista. A inexistência de provas não incomoda o casal, embora eles reconheçam que a metodologia gera discussões, tanto na Nova Zelândia quanto no Brasil, tendo em vista que os processos seletivos para ingresso em universidades ainda levam em consideração as notas em exames. “Existe, sim, essa dúvida se elas estão realmente aprendendo o conteúdo.

O risco consciente

Pode acontecer de no futuro a gente ter que dar alguma aula de reforço, um Kumon. Mas não sabemos nem quais serão as profissões do futuro e queremos preparar as nossas filhas para habilidades que acreditamos ser importantes, como facilidade para se relacionar com outras culturas”, disse mãe, formada em nutrição.

Formas de trabalho

A filha mais velha, conta que teve dificuldades de adaptação no começo devido ao idioma e porque meninas e meninos são pouco integrados. “Meu trabalho da semana é um desenho com garotos e garotas brincando juntos. Minha mensagem é que deveríamos brincar juntos”, disse a filha mais velha, cuja melhor amiga de classe é uma coreana, que também foi matriculada neste ano na Amesburry School.

Já a filha mais nova, de 6 anos, se adaptou facilmente à nova escola e aos costumes locais. Além do inglês, as crianças do ensino fundamental também são alfabetizadas no idioma maori – praticamente em toda Nova Zelândia as placas de sinalização são escritas em inglês e maori. Os alunos da escola receberam a reportagem com uma apresentação Haka, dança típica do povo Maori que ficou popularmente conhecida com o All Blacks, time de rugby da Nova Zelândia, que costuma exibi-la antes das partidas. O Haka é uma celebração, cujo significado é força e boas-vindas, e costuma ser apresentada para convidados em eventos considerados especiais.

Fonte: Valor Econômico – SP 26/06/2019 – com adaptações.

Notícias e Matérias